05.26.2020
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HOW TO: A fórmula do varejo alimentício contra a COVID-19

carrinho de compras em supermercado

Diante da pandemia do novo coronavírus, fatores como segurança, preço e delivery ganham valores diferentes para os consumidores de produtos alimentícios. Consequentemente, varejistas que atuam nessa área reconfiguraram seus negócios, criando processos alinhados aos novos hábitos da população. Tomando como exemplo o comportamento do mercado asiático – entre os primeiros a serem atingidos pela COVID-19 –, mostramos quatro estratégias que devem nortear as ações das empresas do setor nos próximos meses, a partir de pesquisa da Mckinsey com 5 mil consumidores da Ásia. 

 

1. Menos contato humano nas lojas

Mais da metade dos asiáticos entrevistados ficaram com medo de sair de casa para adquirir produtos alimentícios. Eles também apontaram a higiene como um dos principais fatores para uma experiência de compra positiva. Com isso, automação de determinadas atividades, self-checkout e operações cash-free vêm se tornado cada vez mais presentes.

 

Essa estratégia acelera um movimento que já vinha ganhando força entre varejistas com atuação global. Em janeiro deste ano, na NRF (o maior evento de varejo do mundo), o Walmart divulgou parceria com a startup Bossa Nova Robotics para automatizar o controle do estoque em suas lojas. O varejista vai usar torres-robôs para escanear as prateleiras e identificar produtos em falta.

 

2. Investimento em e-commerce

Em todos os países analisados pela McKinsey houve aumento nos gastos online com produtos alimentícios, e os entrevistados expressaram a intenção de manter essa nova rotina. Isso indica que os varejistas do setor precisam investir em tecnologia, aumentando a capacidade e a eficiência dos seus canais de e-commerce e delivery. 

 

Entre as iniciativas nesse sentido estão parcerias com empresas que podem escalar o delivery. Na China, a rede Costco (com sede nos EUA) se juntou a empresas locais que fazem entrega de produtos alimentícios – como Meituan-Dianping e Ele.me – para assegurar o funcionamento de seus canais de vendas digitais no país.

 

3. Fidelidade ameaçada

Entre os fatores que fizeram os consumidores asiáticos trocarem um varejista por outro, durante a pandemia, estão a localização das lojas e a oferta de produtos frescos. Para se ter uma ideia, o serviço coreano de frutas e verduras frescas Market Kurly, conhecido por entregar seus produtos às 7h da manhã, no dia seguinte ao pedido, teve um crescimento de 148% no valor de seus pedidos em fevereiro.

 

O targeted marketing deve ajudar os varejistas a manter seus clientes durante a pandemia. Outra iniciativa importante é encontrar maneiras eficientes de comunicar os esforços da empresa para amparar os clientes e a sociedade de uma maneira geral em meio à crise.

 

Para engajar seus consumidores, uma das estratégias exploradas pela plataforma varejista JD, da China, é o social group e-commerce. Por meio do WeChat, a empresa envolve os próprios consumidores na recomendação de produtos para os seus conhecidos. Esse serviço ganhou força durante a quarentena: segundo a JD, as vendas realizadas por esse canal no primeiro quarter de 2020 superaram as de todo o ano de 2019.

 

4. O valor do dinheiro

Entre os entrevistados, cerca de 30% estão preocupados com o impacto da COVID-19 sobre seus rendimentos – em alguns países, como a Tailândia, esse percentual chega a 70%. Grande parte dos consumidores afirmaram que pretendem reduzir os gastos futuros. Para os varejistas, isso implica em um uso certeiro das verbas de marketing destinadas a campanhas promocionais, a fim de estimular a demanda em sintonia com as novas referências de valor dos clientes.

 

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