06.02.2020
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HOW TO: Direto do Japão - COVID-19 acelera automação

criança chinesa interagindo com robot

O processo de automação foi subitamente acelerado em muitas empresas devido à  COVID-19. Com as medidas de isolamento e distanciamento social adotadas durante a pandemia, os robôs assumiram atividades antes desempenhadas por humanos, antecipando fenômenos que devem se manter no pós-vírus.

 

A partir de entrevistas com 800 executivos, de diversos países, estudo da Bain&Company divulgado em abril revelou que, nos próximos dois anos, a escalada da automação nas empresas deve duplicar. Empresas que substituíram urgentemente os humanos por robôs durante a pandemia devem adotá-los permanentemente. Por sua vez, os consumidores que passaram a interagir com robôs durante o isolamento social estarão mais acostumados com esse tipo de atendimento no pós-vírus – facilitando sua incorporação definitiva às operações das marcas. 

 

O Japão é um dos países em que a automação vem sendo impulsionada pela COVID-19. A partir do surto do novo coronavírus no país, os robôs assumiram novas funções em fábricas e em serviços de atendimento ao consumidor, além de serem usados para desinfetar ambientes, reduzindo o risco de contaminação. Confira algumas das iniciativas implementadas pelas empresas japonesas:

 

. A wholesaler Paltac decidiu ampliar o uso de robôs em suas warehouses, a fim de reduzir a proximidade entre os funcionários e, também, o contato humano com os produtos. Com o uso da inteligência artificial, novos modelos de robôs vão passar a desempenhar tarefas mais complexas, incluindo o reconhecimento de objetos. 

 

. A empresa de equipamentos de saúde Terumo está fornecendo, para hospitais, robôs que utilizam luz ultravioleta para desinfectar os ambientes. Fortes aliadas no combate à COVID-19, as máquinas têm capacidade de remover o vírus das superfícies em poucos minutos. 

 

. Durante a pandemia, hotéis do Japão passaram a ser usados para abrigar pacientes com coronavírus que não apresentam sintomas graves ao ponto de necessitarem de hospitalização. Um robô humanoide chamado Pepper vem sendo usado para receber esses hóspedes em Tóquio, evitando o contato com outras pessoas. Outro robô, Whiz, se encarrega de limpar as áreas comuns e entregar refeições aos hóspedes. 

 

. A universidade Business Breakthrough, em Tóquio, utilizou robôs de telepresença chamados Newme em uma cerimônia de graduação. Os robôs eram controlados pelos estudantes remotamente e exibiam o rosto de cada aluno. Uso semelhante está sendo planejado pelo governo de São Paulo durante a pandemia de COVID-19, para facilitar a comunicação entre os pacientes hospitalizados e seus familiares.

 

. A pedido de clientes, durante a pandemia, a ZMP, desenvolvedora de robôs japonesa, incluiu uma nova ferramenta nos robôs Patoro, usados na segurança das empresas. Equipadas com sensores e câmeras, as máquinas se movem de forma autônoma e passaram a usar um spray desinfetante para higienizar os ambientes que monitoram.

 

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