06.09.2020
Blogs

HOW TO: Indústria automotiva: como superar a COVID-19

mulher de mascara dentro do carro

O impacto negativo da COVID-19 sobre a indústria automobilística foi imediato. As vendas caíram, e os fluxos de produção, fornecimento e atendimento foram interrompidos ou transformados. Diante da pandemia, o setor vive a urgência da transformação digital, da diversificação dos canais de relacionamento e da reconfiguração do veículo – em sintonia com mudanças de comportamento que já vinham se anunciando e com novos desafios trazidos pelo coronavírus. Confira, a seguir, como grandes players do setor vêm lidando com as principais mudanças desse mercado.

 

A dança das vendas

Essa indústria já vinha sofrendo com a queda nas vendas de automóveis, e isso se agravou com a COVID-19. Mas, paradoxalmente, há uma expectativa de que grupos de consumidores sejam estimulados pela própria pandemia a comprar um carro. São pessoas que passaram a evitar os transportes públicos e compartilhados por preocupações com a higiene. Estudo do instituto Capgemini, publicado em abril, revela que esse fator influencia 75% dos consumidores que pretendem adquirir um veículo em 2020. As marcas devem levar isso em consideração ao oferecer novos produtos, serviços e acessórios.

 

Mobilidade como Serviço

Espere uma expansão da Mobilidade como Serviço, que já vinha crescendo antes da pandemia e deve ser acelerada. Esse fenômeno reduz o foco na comercialização de veículos e transforma a indústria automotiva em plataforma de serviços. Com isso, ganham força programas como clube de assinaturas e aluguel de veículos por dia ou por hora. No início deste ano, a BMW ampliou para os principais países da Europa o Ready to Smart, serviço de compartilhamento baseado em mobile app, que identifica o veículo Smart mais próximo para alugar. Outra iniciativa interessante é a parceria entre a FCA e a VISA, que permite usar os carros conectados como meio de pagamento em postos de combustíveis, lojas de conveniência, drive-thrus e por aí vai. 

 

Transformação digital

Dados do instituto Capgemini revelam que 52% dos potenciais compradores de carros preferem buscar informações online sobre os veículos – antes da pandemia, esse percentual era de 44%. Nesse contexto, é a experiência que diferencia uma marca da outra: o antigo CRM dá lugar à Customer Centric Experience. Esse conceito se fortalece com o uso robusto de ferramentas de análise de dados, personalização e mídia programática. Foi exatamente um plano bem-sucedido de transformação digital que garantiu a Susan Moffit, CEO da Porsche Shreveport (EUA), o título de Dealer do Ano no NADA. A empresa tem investido em experiência de compra 100% digital e presença multicanal. 

 

Diversificação do carro

A chegada do 5G vai acelerar a mobilidade como serviço e a diversificação dos automóveis. Uma das principais características do carro do futuro é a hiperconectividade: pesquisa da McKinsey indica que, em 2030, 45% dos novos carros vendidos serão hiperconectados. Atenta ao crescimento dos recursos de entretenimento nesse tipo de veículo, a Sony lançou na CES, em janeiro, nos EUA, o protótipo de um carro elétrico chamado Vision S, que explora o perfil dos veículos conectados como ambientes de entretenimento e lazer. 

 

Responsabilidade social

O Brand Purpose vem evoluindo para o Brand Action, estágio no qual as marcas partem para a ação e colocam em prática manuais de responsabilidade social e propósito. Esse movimento passa pela redução da emissão de poluentes e pelo investimento em veículos elétricos. A Citroën lançou, neste ano, na França, um quadriciclo elétrico com capacidade para transportar duas pessoas. Chama-se AMI e incorpora bem os conceitos de mobilidade e sustentabilidade. 

 

  • Anuncie aqui
  • Find the right advertising solutions for your business.
  • Join us
  • Spend every day connecting people with the things they love.
  • Siga-nos
© 2020 Verizon Media. All Rights Reserved