05.21.2020
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INSIGHTS: Amor e sexo em tempos de pandemia

women pulling face ob mobile phone screen

Entre os tantos impactos do novo coronavírus em nossas vidas, há um que desafia a forma como as marcas entram e participam das conversas na vida das pessoas: a transformação dos relacionamentos. Com o implacável isolamento físico adotado em diversos países, o uso de dating apps vêm aumentando durante a pandemia. Mais popular entre as ferramentas, o Tinder registrou, em 29 de março, um recorde de swipes em único dia, com mais de 3 bilhões de deslizadinhas (o icônico movimento de curtir o perfil de alguém no app e abrir a possibilidade de um match). E são os jovens, com menos de 30 anos, os mais ativos no aplicativo. 

Usados, principalmente, como ponto de partida para dates físicos, os apps agora passam a ser começo, meio e fim. Com a impossibilidade de dar o próximo passo, muitos casais desenvolvem relações que podem iniciar e terminar no virtual, sem nenhum encontro real. Esse movimento se comprova pela intensificação dos contatos entre pessoas que moram em diferentes regiões geográficas – e pouca probabilidade de se encontrarem fisicamente, pelo menos por enquanto. Em vários países, aumentou o uso da ferramenta Passport, do Tinder, que permite esse tipo de interação. Na última semana de março, o uso cresceu 15% no Brasil, 19% na Alemanha, 20% na França e 25% na Índia.

O isolamento social também fez muita gente perder a resistência a certas ferramentas. Na última semana de março, o Bumble registrou um aumento de 56% no número de chamadas de vídeo. O aplicativo era um dos poucos que já disponibilizava esse recurso, mas foi preciso uma quarentena para se popularizar. 

Isso revela uma significativa mudança de comportamento no ambiente dos dating apps, abrindo espaço para mais experimentação, componente fortemente associado ao amor e ao sexo no universo digital. Inovações nessa área elastecem os limites do possível, viabilizando inéditas formas de prazer e conexão, e desafiando marcas a fazerem parte das conversas. 

Para incentivar as pessoas a explorar os dates digitais (pelo menos durante a pandemia), empresas do setor estão antecipando o lançamento de novos recursos. O Plenty of Fish apresentou uma ferramenta que permite fazer live streamings no aplicativo. Já o Coffee meets Bagel passou a promover encontros coletivos, chamados de CMB Community Virtual Meetups. Esses eventos virtuais reúnem várias pessoas para uma conversa inicial e, depois, divide-as em grupos de seis a oito integrantes. A cada 20 minutos esses grupos são rearranjados, permitindo que se conheça mais gente.

Vale registrar, ainda, o lançamento de um novo dating app nos Estados Unidos, com foco específico nas pessoas que estão em isolamento social. É o aplicativo Quarantine Together, em que os prospects começam a conversar por texto e, depois, podem continuar por meio de vídeo. Antes de qualquer contato, é preciso responder: “Você lavou as mãos?”. 

Ainda é cedo para saber se as mudanças que vivenciamos hoje vão se efetivar, e até que ponto. Mas como a quarentena ainda pode se estender, é certo que nem tão cedo crushes e contatinhos vão retomar a dinâmica dos encontros físicos. 

Associados à expansão da inventiva e aquecida indústria de sex tech, que oferece cada vez mais recursos para interações sexuais remotas, os relacionamentos in app ainda prometem evoluir muito durante a pandemia – provocando pessoas e marcas a refletirem sobre até que ponto pode chegar a intimidade, o romantismo e a sexualidade sem contato físico. E o quanto se está disposto a experimentar.

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