05.14.2020
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Como as marcas asiáticas reagiram à pandemia

Woman using phone at supermarket

Líderes de grandes empresas de varejo baseadas na China se reuniram, no último mês de março, para dividirem suas experiências durante o ápice do surto de COVID-19 no país. Entre os participantes estavam CEOs, COOs e VPs da Budweiser Brewing Company APAC, Erdos Group, Lawson Holdings, LVMH Asia, Starbucks China e Wumart. Confira, a seguir, alguns dos aprendizados dessas empresas e estratégias adotadas para minimizar o impacto do novo coronavírus sobre as pessoas e os negócios.
 

1. Proteção de funcionários, clientes e parceiros

Num primeiro momento, todas essas empresas se mobilizaram para garantir equipamentos de proteção e implementar políticas de segurança para suas equipes, consumidores e revendedores. Algumas estenderam essas medidas a outros setores, com a doação de alimentos e outros suprimentos para hospitais e comunidades mais vulneráveis.
 

2. Aceleração do omnichannel

“A crise do coronavírus antecipou em pelo menos um ano a adoção do omnichannel no setor”, afirmou Wenzhong Zhang, chairman da Wumart. Na pandemia, a empresa montou um sistema de compra online e retirada física sem contato humano, com a implantação de 3 mil estações e capacidade para atender cerca de 4 mil comunidades em Beijing. “Isso foi muito importante para manter a cidade abastecida durante a quarentena, e atraiu muitos pedidos online nos primeiros dias”, contou Zhang.
 

3. Novas formas de contato com o cliente

Com restaurantes e bares fechados, a Budweiser precisou realinhar promoções e lançar experiências para os consumidores em suas casas, incluindo lives com DJs, eventos com e-gaming e vendas online conduzidas por influenciadores digitais. A marca também selecionou consumidores e funcionários para agir como coordenadores de compras em grupo.
 

4. Reforço do e-commerce

“Formamos um time dedicado a acelerar o desenvolvimento dos nossos negócios online, porque sabíamos que o offline seria fortemente impactado”, contou Feng Hua Song, vice-presidente do Erdos Group. A empresa usou o WeChat para manter os funcionários e clientes atualizados sobre as medidas tomadas pela empresa, e também recorreu a esse canal para lançar uma campanha para o Dia dos Namorados (em fevereiro), que ajudou a impulsionar as vendas online de novas linhas de roupa.
 

5. Planejamento pós-lockdown

Assim que a crise inicial foi controlada, o Erdos Group se voltou para o futuro. “Revisamos nossos planos de ação para os próximos três anos, incluindo estratégias omnichannel mais agressivas e mais agilidade para a nossa cadeia de suprimentos, entre outros movimentos com foco no crescimento do negócio”, explicou Feng Hua Song, vice-presidente da organização. “Lidar com a gestão de uma crise não significa perder de vista a perspectiva de longo prazo, especialmente em um mercado tão importante quanto a China”, ressaltou Jean-Michel Moutin, COO da LVMH Perfumes and Cosmetics na Ásia. A empresa vem analisando as consequências de médio prazo da pandemia e se preparando para as mudanças nos hábitos de consumo dos chineses, incluindo migração ainda mais rápida para o e-commerce e redução de viagens.
 

6. Agilidade e autonomia

“Foi difícil coordenar a reabertura das lojas diante dos diferentes cenários de cada região. Neste contexto, asseguramos a autonomia dos times locais para agir de acordo com as regulamentações regionais, sem precisar consultar seus supervisores”, compartilhou Motonobu Miyake, CEO da Lawson.

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