04.14.2020
Blogs

Impacto do coronavírus nas expectativas e consumo das marcas

Girl on her laptop with dog lying next to her

É muito cedo para entender completamente o “novo normal” criado pela pandemia do COVID-19. À medida em que a doença se espalha pelo mundo, decisões que afetam a maneira como vivemos, trabalhamos e consumimos são tomadas diariamente.

Ninguém está imune a essas mudanças e, neste momento, é fundamental acompanhar as tendências comportamentais emergentes para que você possa adaptar suas estratégias e se alinhar às novas necessidades do seu público. Com o distanciamento social, os serviços digitais são lançados aos holofotes por necessidade e conveniência.

A Verizon Media analisou o que motiva os consumidores a ficarem on-line e identificou os principais fatores por meio do Estudo “Content Moments”. Descobrimos duas motivações em particular que estão crescendo globalmente durante esse período: Conexão e Conforto. A conexão permite que a interação social positiva continue, apesar do distanciamento social recomendado, enquanto o Conforto fornece o suporte, conselhos e acolhimento necessários. Os consumidores não esperam que as marcas parem de anunciar. O estudo da GlobalWeb Index "COVID-19 Consumer Tracker" revela que os consumidores tem 37% mais chances de concordar que as marcas devem continuar a anunciar. O que importa, acima de tudo, é o tom e o contexto dessa publicidade.

Levando isto em consideraçāo, é importante analisar as principais motivações que levam as pessoas a estar online. Os consumidores estão cada vez mais se voltando ao conteúdo para se informar e obter sugestões práticas, ou como uma forma de se entreter e buscar algum alívio. Vimos o Yahoo Notícias no Brasil aumentar em 20% seu tráfego no último mês seguindo a mesma tendência no resto do mundo.

Os dados do estudo “Content Moments", realizado pela Verizon Media, mostram o que as pessoa esperam ao consumir conteúdo online:

  • 29% mais chances de me ajudar a aprender algo sobre mim
  • 26% mais probabilidade de me lembrar que não estou sozinho
  • 21% mais probabilidade de me ajudar a me distrair
  • 18% mais probabilidade de me fazer sentir mais próximo dos outros
  • 13% mais probabilidade de me fazer sentir produtivo

Fonte: Verizon Media Content Moments (resultados de conforto e conexão) Brasil
 

As marcas que têm um papel ativo em atender à essas expectativas estão sintonizadas com o sentimento atual do consumidor e, portanto, têm mais probabilidade de se conectar com seu público.

Também sabemos que as ações falam mais que as palavras. Nossa pesquisa revelou que os valores de confiança e valores compartilhados são dois dos seis principais fatores para a construção de uma Love Brand. Essas são marcas que se posicionam e vivem de acordo com os valores que possuem. Entendemos que, quando algo no mundo acontece, os consumidores procuram imediatamente suas marcas favoritas para ver o que pensam. Essa percepção é refletida no mais recente estudo sobre o coronavírus da GWI:

  • 91% concordam que as marcas devem oferecer pagamentos flexíveis durante o coronavírus
  • 85% concordam que as marcas devem fechar lojas não essenciais para ajudar a impedir a propagação do coronavírus
  • 84% concordam que as marcas devem oferecer serviços gratuitos (por exemplo, testes de saúde gratuitos na loja, disponibilizar versões gratuitas de suas plataformas etc.) durante o coronavírus
  • 72% concordam que as marcas devem suspender sua produção normal de fábrica para ajudar a produzir itens essenciais durante o coronavírus

Fonte: Pesquisa GWI sobre Coronavírus de 16 a 20 de março de 2020 no Brasil
 

Se posicionar, aliás, é uma maneira poderosa de as marcas aumentarem as conexões emocionais e se aproximarem de seus consumidores. As pessoas querem ser vistas usando marcas que compartilham seus valores, e esse é um momento crítico para elas agirem de acordo com suas crenças fundamentais de maneira significativa e autêntica. As marcas podem ser os melhores contadores de histórias, mas precisam ter suas ações alinhadas ao seu discurso.

Embora o impacto dessa pandemia seja sentido em certos setores mais do que em outros, fica claro desde a pesquisa inicial que o público ainda está buscando marcas para ajudá-los a lidar com um mundo em rápida mudança. Cabe agora a elas redefinir suas estratégias e adaptar-se à esse novo contexto.

Inspirando-se naquelas que estão recebendo percepções positivas, existem três regras que acreditamos que as marcas devem absorver:

  1. Dobre a aposta no digital - à medida que o home office (no curto / médio prazo) se torna a nova norma, explore como você digitaliza seu modelo de negócios e fornece a capacidade de se comunicar, medir, prever e responder de novas formas.

  2. Apaptação é a palavra chave - ter políticas flexíveis durante períodos sem precedentes criará lealdade a longo prazo. A Ambev e a Natura, por exemplo, estão usando suas plantas industriais para produzir álcool em gel para distribuir aos funcionários e a comunidades.

  3. Mostre que se importa - construa a confiança na marca colocando a segurança e o bem estar (físico, mental e financeiro) de seus funcionários e clientes em primeiro lugar. Os principais distribuidores de internet e TV paga se uniram para incentivar as pessoas a ficarem em casa. Eles estão oferecendo canais gratuitos para entreter e garantir o fornecimento de internet aos consumidores.

As marcas podem não ter o poder de impedir que as crises aconteçam, mas certamente podem fazer mais para ajudar as pessoas a permanecerem positivas, otimistas e com uma perspectiva de futuro. Se a sua marca tratar clientes e funcionários com respeito e de forma empática durante a crise e suas consequências, não se surpreenda quando eles continuarem fiéis quando a normalidade voltar.

  • Anuncie aqui
  • Find the right advertising solutions for your business.
  • Join us
  • Spend every day connecting people with the things they love.
  • Siga-nos
© 2020 Verizon Media. All Rights Reserved